sábado, 12 de setembro de 2009

Recordo uma situação passada na minha meninice, nos idos anos de 1970, por volta dos meus oito anos.

Residente em Inharrime, filho da directora da Escola Caldas Xavier e único possuidor de uma bola de futebol, autêntica, (oferta de um ilustre ministro da então metrópole), que ao tempo era inusitado e, sem jeito algum para a prática de futebol, que nem o tempo foi suficiente para encontrar maneira de aprender a jogar, apresentei-me para um jogo na convicção de que “como a bola era minha eu teria que jogar”.

Assim foi…

Não joguei, apenas corri de um lado para o outro, ninguém me passou a bola e aprendi uma lição de vida.

Só devemos fazer aquilo que temos competência e nunca devemos tentar utilizar vantagem imprópria para atingir outros fins!

Este intróito mais não é do que uma abordagem para o que por aí se vai vendo.

Não chega eu fazer parte de um partido, até posso ser presidente de uma estrutura se não souber da poda não vou lá!

Veja-se o que a manifesta falta de jeito, temos de ser elegantes nas abordagens, de alguns que sem saber coisa alguma os alcandoraram a responsáveis locais de estruturas que, até, funcionavam politicamente bem.

Estrutura que tinha voz, opinião avalizada e era ouvida!

Construiu-se uma alternativa desde 2000…

Destruiu-se a mesma, ou pelo menos diminuiu-se uma das partes a partir de Dezembro de 2008 e temos uma força que era múltipla a passar para uma força única, menor!

O PPD por ausência de parceiro tomou o espaço todo.

Iniludível!

A sensibilidade dos democratas-cristãos e populares esvaziou-se!

Não obstante, não se menorize a capacidade de escolha das pessoas.

Até porque,

a alternativa não pode ser apenas partidária;

Até porque,

Braga é Gente que pensa, que sente e que sabe optar!

Publicada Diário do Minho 11.09.09

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