Recordo uma situação passada na minha meninice, nos idos anos de 1970, por volta dos meus oito anos.
Residente em Inharrime, filho da directora da Escola Caldas Xavier e único possuidor de uma bola de futebol, autêntica, (oferta de um ilustre ministro da então metrópole), que ao tempo era inusitado e, sem jeito algum para a prática de futebol, que nem o tempo foi suficiente para encontrar maneira de aprender a jogar, apresentei-me para um jogo na convicção de que “como a bola era minha eu teria que jogar”.
Assim foi…
Não joguei, apenas corri de um lado para o outro, ninguém me passou a bola e aprendi uma lição de vida.
Só devemos fazer aquilo que temos competência e nunca devemos tentar utilizar vantagem imprópria para atingir outros fins!
Este intróito mais não é do que uma abordagem para o que por aí se vai vendo.
Não chega eu fazer parte de um partido, até posso ser presidente de uma estrutura se não souber da poda não vou lá!
Veja-se o que a manifesta falta de jeito, temos de ser elegantes nas abordagens, de alguns que sem saber coisa alguma os alcandoraram a responsáveis locais de estruturas que, até, funcionavam politicamente bem.
Estrutura que tinha voz, opinião avalizada e era ouvida!
Construiu-se uma alternativa desde 2000…
Destruiu-se a mesma, ou pelo menos diminuiu-se uma das partes a partir de Dezembro de 2008 e temos uma força que era múltipla a passar para uma força única, menor!
O PPD por ausência de parceiro tomou o espaço todo.
Iniludível!
A sensibilidade dos democratas-cristãos e populares esvaziou-se!
Não obstante, não se menorize a capacidade de escolha das pessoas.
Até porque,
a alternativa não pode ser apenas partidária;
Até porque,
Braga é Gente que pensa, que sente e que sabe optar!
Publicada Diário do Minho 11.09.09
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