A escolha dos cabeças de lista dos vários partidos enferma de um problema substancial. A proposta dos directórios para a opção é entre nenhuma coisa e, coisa nenhuma!
Temos um dos cabeças de lista que afirma que o sentido da sua vida é jogar golfe e tratar dos netos.
Não obstante, é cabeça de lista em Braga, proposto pelo PSD.
Temos um outro, proposto pelo PS que sem dizer nada, vai deixando por aí que se deixe dizer que vai ser o próximo líder do seu partido.
Recordo-me sempre nestas alturas da espera dos sapatos do defunto!
O do Bloco, nem sei quem seja! Irrelevante.
Quanto ao PCP, escondido na farsa que dá pelo nome de CDU temos um funcionário de partido… Estamos conversados.
Quanto ao CDS, ou PP, nem sei como considerá-lo. Dizem que é aposta forte!
Candidato turístico, não fosse o próprio, antigo responsável pela pasta, vem por estas lindas bandas e terras verdes proclamar como se deve fazer turismo!
Mas atenção! A escolha é para representantes na casa mãe da democracia… Do país! Não de Lisboa.
Turismo é de outra natureza!
Não obstante, o cepticismo inicial da crónica, pela primeira vez em Braga se pode continuar a fazer história.
Temos no distrito eleitoral de Braga um candidato que assumiu de há muito que quer representar o sentir e o viver das gentes do Minho.
Temos alguém que sem ser escolhido pelos directórios “lisboetas” que se auto-representam e por tal não representam coisa alguma se apresentou há muito, se sujeitou há longo tempo ao escrutínio do quotidiano minhoto e que estou certo vai representar bem o sentir deste povo do Minho, parte da nação Lusa.
A escolha deve ser feita de forma serena, mas consciente em alguém que sendo parte de nós, nos pode representar, assumidamente!
A escolha é clara, Manuel Monteiro.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Um contributo...
No Minho, parte da Nação um outro ponto de vista sobre Educação…
A destrinça entre o elemento essencial das coisas e a sua dimensão instrumental parece-me ser um dos aspectos a ter em conta na análise critica de quase tudo.
Quando ouvimos os actuais detentores do poder político dizer que deixou de ser dramática a situação em que se encontra a educação em geral e o ensino em particular, só estranhamos o que nos vêm novamente e, sempre, dizer os estudos independentes, nomeadamente, os da OCDE e o PISA.
Atrevo-me, mesmo, utilizando os referidos estudos, independentes, objecto de publicação, a considerar que alguma coisa está mal explicada.
Não obstante, façamos uma viagem do básico ao universitário! De forma mais ou menos atenta.
Mas, mesmo que não estivéssemos atentos, até porque os mais distraídos também reparam, tal a evidência, a situação só não é mais dramática, porque aparentemente só de vez em quando, nos lembramos de consultar os números disponíveis.
Com uma taxa que continua assustadora de abandono escolar, com esse desastre endémico que são os resultados da Matemática, Ciências Experimentais e Português, estruturantes do pensamento, implicando um desempenho posterior a roçar a mediocridade, contudo, mesmo neste quadro negro que nos encontramos, a direcção proposta tem continuado sempre a mesma.
Nada é obra do acaso e retirar a Filosofia da prestação de provas é sintomático dos caminhos a trilhar!
E o lugar de chegada?!... Talvez, nenhures!
Continuamos a insistir no mais do mesmo, plano tecnológico para aqui, exemplos de sucesso, pode ser o irlandês ou, mesmo, o finlandês para acolá, mas o que deve ser substancial, passa para o não-dito, para o indizível!
E estamos nesta situação, que nos deve de facto preocupar e, quanto a culpados (?), muito embora eles tenham nome, ninguém os menciona.
A falta de meios, nomeadamente os financeiros, não pode ser invocada, até porque comparativamente, somos dos países que mais investiram na educação.
A razão deste descalabro pode ser achada na falta de organização, se quisermos mesmo, na racionalização ou, falta dela, na gestão dos meios.
A pretexto de uma democratização, ideologicamente cega, mas com propósitos obscuros, devastou-se a escola, destruiu-se o que de bom, eventualmente havia, sem curar de encontrar caminho melhor.
Aos que propunham caminhos diferenciados, ou alternativos, o epíteto de conservador, passadista ou, muitos outros, mais assertivos, eram de imediato anunciados.
Os modernos, os pós-modernos que dominavam as ditas “ciências do oculto”, hoje escondem-se por trás de estudos reformuladores de tudo e coisa nenhuma, sem contudo assumirem a responsabilidade de terem destruído o melhor de um povo, o seu capital humano.
Não causa espanto, que hoje, uma parte significativa dos alunos soçobre, antes de chegar ao fim desse caminho, tortuoso, que vai da primária (hoje básico) à universidade, sem qualquer saída pelo meio.
Mas, ainda estamos a tempo.
Ainda existe um tempo de procura de novos caminhos alternativos, também na educação.
O caminho pode fazer-se caminhando, nomeadamente, fazendo tábua rasa das tretas, obrigando a um esforço individual, com estudo, dedicação e com professores que não procurem apenas a equivalência ao título académico, muitas das vezes, só por equiparação, mas sejam, mestres, exigentes e profissionais e, quiçá, se possa inverter a tendência.
Contudo, o momento vivido, que é crítico, tem a positividade de permitir a mudança.
A educação, também, no Minho é o sector pelo qual vale a pena mudar, mas mudar do acessório para o essencial…
________________________________________________________________
Braga, 09 de Agosto de 2009
Acácio de Brito
A destrinça entre o elemento essencial das coisas e a sua dimensão instrumental parece-me ser um dos aspectos a ter em conta na análise critica de quase tudo.
Quando ouvimos os actuais detentores do poder político dizer que deixou de ser dramática a situação em que se encontra a educação em geral e o ensino em particular, só estranhamos o que nos vêm novamente e, sempre, dizer os estudos independentes, nomeadamente, os da OCDE e o PISA.
Atrevo-me, mesmo, utilizando os referidos estudos, independentes, objecto de publicação, a considerar que alguma coisa está mal explicada.
Não obstante, façamos uma viagem do básico ao universitário! De forma mais ou menos atenta.
Mas, mesmo que não estivéssemos atentos, até porque os mais distraídos também reparam, tal a evidência, a situação só não é mais dramática, porque aparentemente só de vez em quando, nos lembramos de consultar os números disponíveis.
Com uma taxa que continua assustadora de abandono escolar, com esse desastre endémico que são os resultados da Matemática, Ciências Experimentais e Português, estruturantes do pensamento, implicando um desempenho posterior a roçar a mediocridade, contudo, mesmo neste quadro negro que nos encontramos, a direcção proposta tem continuado sempre a mesma.
Nada é obra do acaso e retirar a Filosofia da prestação de provas é sintomático dos caminhos a trilhar!
E o lugar de chegada?!... Talvez, nenhures!
Continuamos a insistir no mais do mesmo, plano tecnológico para aqui, exemplos de sucesso, pode ser o irlandês ou, mesmo, o finlandês para acolá, mas o que deve ser substancial, passa para o não-dito, para o indizível!
E estamos nesta situação, que nos deve de facto preocupar e, quanto a culpados (?), muito embora eles tenham nome, ninguém os menciona.
A falta de meios, nomeadamente os financeiros, não pode ser invocada, até porque comparativamente, somos dos países que mais investiram na educação.
A razão deste descalabro pode ser achada na falta de organização, se quisermos mesmo, na racionalização ou, falta dela, na gestão dos meios.
A pretexto de uma democratização, ideologicamente cega, mas com propósitos obscuros, devastou-se a escola, destruiu-se o que de bom, eventualmente havia, sem curar de encontrar caminho melhor.
Aos que propunham caminhos diferenciados, ou alternativos, o epíteto de conservador, passadista ou, muitos outros, mais assertivos, eram de imediato anunciados.
Os modernos, os pós-modernos que dominavam as ditas “ciências do oculto”, hoje escondem-se por trás de estudos reformuladores de tudo e coisa nenhuma, sem contudo assumirem a responsabilidade de terem destruído o melhor de um povo, o seu capital humano.
Não causa espanto, que hoje, uma parte significativa dos alunos soçobre, antes de chegar ao fim desse caminho, tortuoso, que vai da primária (hoje básico) à universidade, sem qualquer saída pelo meio.
Mas, ainda estamos a tempo.
Ainda existe um tempo de procura de novos caminhos alternativos, também na educação.
O caminho pode fazer-se caminhando, nomeadamente, fazendo tábua rasa das tretas, obrigando a um esforço individual, com estudo, dedicação e com professores que não procurem apenas a equivalência ao título académico, muitas das vezes, só por equiparação, mas sejam, mestres, exigentes e profissionais e, quiçá, se possa inverter a tendência.
Contudo, o momento vivido, que é crítico, tem a positividade de permitir a mudança.
A educação, também, no Minho é o sector pelo qual vale a pena mudar, mas mudar do acessório para o essencial…
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Braga, 09 de Agosto de 2009
Acácio de Brito
Cabeças de Lista ou Listas sem cabeça
Em tempos não muito recuados, ouvi e assisti, um membro do gabinete de um ministro de estado em visita partidária ao distrito de Braga, mais propriamente em Vila Verde, questionar alguns presentes sobre as pescas. Óbvio que confundiu o verde da vila com a chamada Costa Verde a qual lhe deve ter chegado aos ouvidos lá para os lados da linha, de onde seria natural!
Esta história, presenciada pelo “cronista”, serve de ilustração para aquilo que se vai passando com os anunciados cabeças de lista, tanto do PS, como do PSD e até do chamado PP!
Bem sei que nos inícios dos anos 80 o candidato do PSD teve passagem ligeira pelo nosso burgo.
Depois disso, segundo sabemos, não mais por aqui passou!
O do PS, reeditado, com pose de senhor das Beiras, conhecedor profundo de tudo e se calhar e, bem, de quase nada de Braga é escolha de primeira.
Bem a escolha do PP, deveria figurar nos anais das não escolhas!
Deve ser figura ilustríssima da nata minhota ou bracarense, mas que tem andado escondido pelas terras alfacinhas. Só pode!
Em Braga nunca o vi, no distrito nunca o percepcionei, pelo menos nos últimos trinta anos!
Do anteriormente anunciado até parece que estamos condenados a fazer escolhas segundas.
NÃO!
Pela primeira vez no distrito, alguém a tempo, com tempo e utilizando bem o tempo disse ao que vinha e o que queria.
Refiro-me a Manuel Monteiro, que muito embora tenha o pecado original de ter criado uma figura sinistra da nossa política, apresenta-se como um verdadeiro precursor de como devemos estar na política.
Servindo, mas sem subterfúgios ou falsos fretes dizendo que vem e ao que vem!
Quer ser deputado de uma região, quer defender os interesses mais genuínos dos minhotos, quer afirmar uma região que tão mal tratada tem sido pelos “mestres pensadores”.
A procissão ainda vai no adro, mas o meu sentido de voto está achado!
Esta história, presenciada pelo “cronista”, serve de ilustração para aquilo que se vai passando com os anunciados cabeças de lista, tanto do PS, como do PSD e até do chamado PP!
Bem sei que nos inícios dos anos 80 o candidato do PSD teve passagem ligeira pelo nosso burgo.
Depois disso, segundo sabemos, não mais por aqui passou!
O do PS, reeditado, com pose de senhor das Beiras, conhecedor profundo de tudo e se calhar e, bem, de quase nada de Braga é escolha de primeira.
Bem a escolha do PP, deveria figurar nos anais das não escolhas!
Deve ser figura ilustríssima da nata minhota ou bracarense, mas que tem andado escondido pelas terras alfacinhas. Só pode!
Em Braga nunca o vi, no distrito nunca o percepcionei, pelo menos nos últimos trinta anos!
Do anteriormente anunciado até parece que estamos condenados a fazer escolhas segundas.
NÃO!
Pela primeira vez no distrito, alguém a tempo, com tempo e utilizando bem o tempo disse ao que vinha e o que queria.
Refiro-me a Manuel Monteiro, que muito embora tenha o pecado original de ter criado uma figura sinistra da nossa política, apresenta-se como um verdadeiro precursor de como devemos estar na política.
Servindo, mas sem subterfúgios ou falsos fretes dizendo que vem e ao que vem!
Quer ser deputado de uma região, quer defender os interesses mais genuínos dos minhotos, quer afirmar uma região que tão mal tratada tem sido pelos “mestres pensadores”.
A procissão ainda vai no adro, mas o meu sentido de voto está achado!
Não deixa de ser curioso que foi pelo não cumprimento da mais elementar das regras do funcionamento de um espaço aula, a utilização de um telemóvel-filmador, que o País tomou conhecimento de uma situação que aparentemente faz parte do quotidiano de muitos.
Aparentemente, pois a fazer fé no académico que de momento exerce funções políticas, tal situação não pode ser apresentada como preocupante pois as estatísticas demonstram que os espaços escolares são, por norma, lugar de trabalho e convivialidade sadia.
Não obstante o despendido e dando eco aos silêncios perturbadores de muitos que fazem do seu mister o magistério, a realidade é bem diferente e de há muito que preocupa.
E deve inquietar e preocupar todos, porque esta violência que não é latente, mas manifesta, quase que assume formas de regra, de norma.
A normalização dos comportamentos desviantes!
O papel sócio-profissional dos docentes, que anda pelas ruas da amargura é seguramente uma das razões que pode ser elencada para a indisciplina reinante em determinadas escolas.
Mas não só!
A ausência de referências familiares consistentes, a deificação bacoca do consumo e o relativismo presente no tempo de hoje são algumas das razões substantivas para melhor se perceber o que realmente se está a passar.
Se a tudo acrescentarmos, ainda, o complexo esquerdizante, tipo Maio de 68 com resquícios de uma época que pouco ou nada deu de positivo e que pauta o comportamento de diversos actores com responsabilidades na Educação, inteligimos, também, um dos porquês do momento vivido.
Até porque,
Sem respeito por quem tem a responsabilidade de ensinar, os professores, a escola;
Sem o assumir de quem tem a obrigação de educar, os pais, a família;
Sem políticas que permitam lideranças que têm de exercer autoridade, o director;
E, sem rupturas com um passado recente, experimentalista e oculto, a realidade transgressora vai perdurar.
E caros leitores, não há volta a dar até porque escola fácil e facilista, para onde nos levam os “Maitre Penseurs” tornam o mundo futuro difícil, perigoso e não-querido!
Nada mais actual do que retomar a auto-critica de Olivier Rolin da geração de 68, que de forma desassombrada e taxativa afirma:”não teremos deixado nada de positivo, não deixamos uma conquista, destruímos o ensino. Eu penso que um dos grandes males da França (e de Portugal, dizemos nós) é que o ensino não funciona, no seu conjunto, não forma cidadãos”…
Aparentemente, pois a fazer fé no académico que de momento exerce funções políticas, tal situação não pode ser apresentada como preocupante pois as estatísticas demonstram que os espaços escolares são, por norma, lugar de trabalho e convivialidade sadia.
Não obstante o despendido e dando eco aos silêncios perturbadores de muitos que fazem do seu mister o magistério, a realidade é bem diferente e de há muito que preocupa.
E deve inquietar e preocupar todos, porque esta violência que não é latente, mas manifesta, quase que assume formas de regra, de norma.
A normalização dos comportamentos desviantes!
O papel sócio-profissional dos docentes, que anda pelas ruas da amargura é seguramente uma das razões que pode ser elencada para a indisciplina reinante em determinadas escolas.
Mas não só!
A ausência de referências familiares consistentes, a deificação bacoca do consumo e o relativismo presente no tempo de hoje são algumas das razões substantivas para melhor se perceber o que realmente se está a passar.
Se a tudo acrescentarmos, ainda, o complexo esquerdizante, tipo Maio de 68 com resquícios de uma época que pouco ou nada deu de positivo e que pauta o comportamento de diversos actores com responsabilidades na Educação, inteligimos, também, um dos porquês do momento vivido.
Até porque,
Sem respeito por quem tem a responsabilidade de ensinar, os professores, a escola;
Sem o assumir de quem tem a obrigação de educar, os pais, a família;
Sem políticas que permitam lideranças que têm de exercer autoridade, o director;
E, sem rupturas com um passado recente, experimentalista e oculto, a realidade transgressora vai perdurar.
E caros leitores, não há volta a dar até porque escola fácil e facilista, para onde nos levam os “Maitre Penseurs” tornam o mundo futuro difícil, perigoso e não-querido!
Nada mais actual do que retomar a auto-critica de Olivier Rolin da geração de 68, que de forma desassombrada e taxativa afirma:”não teremos deixado nada de positivo, não deixamos uma conquista, destruímos o ensino. Eu penso que um dos grandes males da França (e de Portugal, dizemos nós) é que o ensino não funciona, no seu conjunto, não forma cidadãos”…
Educação
Honro-me de ser filho de uma Professora Primária, condecorada com a Ordem da Instrução Pública, actualmente aposentada e que em resultado do seu trabalho foi capaz, com dificuldades imensas, de criar e formar, bem, quatro filhos.
Tempos difíceis, mas tempos inesquecíveis!
Quiseram razões que não se entendem na razoabilidade do senso comum que tenha desempenhado funções docentes durante parte do tempo da minha vida activa.
Mencionado em crónicas anteriores, guardo desse tempo o melhor do tempo vivido.
E tudo isto vem a propósito da contestação à actual política ministerial da educação.
Tantos a manifestarem-se, alguma razão deve haver!
Encontro em muitos que contestam razões, tão díspares, que me obrigo a uma pausa reflexiva.
Se pensarmos que a partir do tempo de Roberto Carneiro, com a aprovação do anterior ECD, foi pensada uma carreira única de educadores, professores primários, do ciclo preparatório e do ensino secundário com uma estrutura que pressupunha avaliação entre escalões mas que na sua base tinha um sentido igualitário, percebemos o porquê do estado a que chegamos.
Todos eram iguais… Mesmo que a formação de alguns tenha sido por equiparação!
Com consequências drásticas para a educação.
Realidade iniludível!
Mas, se introduzirmos na nossa cogitação a irresponsabilidade do governo de Guterres, do qual o actual primeiro era membro destacado, que eliminou todas as barreiras de acesso ao topo da carreira, começamos a inteligir o momento caótico em que estamos.
Se a tudo, adicionarmos a irresponsabilidade que tem grassado em quem tem a responsabilidade de decidir, então chegamos ao momento actual.
Os contestantes não tendo a razão substantiva, adquirem-na porque os contestados não têm razão nenhuma.
Sobretudo, falta-lhes o peso da coerência que lhes conferiria autoridade!
E não a têm!...
Tempos difíceis, mas tempos inesquecíveis!
Quiseram razões que não se entendem na razoabilidade do senso comum que tenha desempenhado funções docentes durante parte do tempo da minha vida activa.
Mencionado em crónicas anteriores, guardo desse tempo o melhor do tempo vivido.
E tudo isto vem a propósito da contestação à actual política ministerial da educação.
Tantos a manifestarem-se, alguma razão deve haver!
Encontro em muitos que contestam razões, tão díspares, que me obrigo a uma pausa reflexiva.
Se pensarmos que a partir do tempo de Roberto Carneiro, com a aprovação do anterior ECD, foi pensada uma carreira única de educadores, professores primários, do ciclo preparatório e do ensino secundário com uma estrutura que pressupunha avaliação entre escalões mas que na sua base tinha um sentido igualitário, percebemos o porquê do estado a que chegamos.
Todos eram iguais… Mesmo que a formação de alguns tenha sido por equiparação!
Com consequências drásticas para a educação.
Realidade iniludível!
Mas, se introduzirmos na nossa cogitação a irresponsabilidade do governo de Guterres, do qual o actual primeiro era membro destacado, que eliminou todas as barreiras de acesso ao topo da carreira, começamos a inteligir o momento caótico em que estamos.
Se a tudo, adicionarmos a irresponsabilidade que tem grassado em quem tem a responsabilidade de decidir, então chegamos ao momento actual.
Os contestantes não tendo a razão substantiva, adquirem-na porque os contestados não têm razão nenhuma.
Sobretudo, falta-lhes o peso da coerência que lhes conferiria autoridade!
E não a têm!...
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