terça-feira, 25 de agosto de 2009

Educação

Honro-me de ser filho de uma Professora Primária, condecorada com a Ordem da Instrução Pública, actualmente aposentada e que em resultado do seu trabalho foi capaz, com dificuldades imensas, de criar e formar, bem, quatro filhos.
Tempos difíceis, mas tempos inesquecíveis!
Quiseram razões que não se entendem na razoabilidade do senso comum que tenha desempenhado funções docentes durante parte do tempo da minha vida activa.
Mencionado em crónicas anteriores, guardo desse tempo o melhor do tempo vivido.
E tudo isto vem a propósito da contestação à actual política ministerial da educação.
Tantos a manifestarem-se, alguma razão deve haver!
Encontro em muitos que contestam razões, tão díspares, que me obrigo a uma pausa reflexiva.
Se pensarmos que a partir do tempo de Roberto Carneiro, com a aprovação do anterior ECD, foi pensada uma carreira única de educadores, professores primários, do ciclo preparatório e do ensino secundário com uma estrutura que pressupunha avaliação entre escalões mas que na sua base tinha um sentido igualitário, percebemos o porquê do estado a que chegamos.
Todos eram iguais… Mesmo que a formação de alguns tenha sido por equiparação!
Com consequências drásticas para a educação.
Realidade iniludível!
Mas, se introduzirmos na nossa cogitação a irresponsabilidade do governo de Guterres, do qual o actual primeiro era membro destacado, que eliminou todas as barreiras de acesso ao topo da carreira, começamos a inteligir o momento caótico em que estamos.
Se a tudo, adicionarmos a irresponsabilidade que tem grassado em quem tem a responsabilidade de decidir, então chegamos ao momento actual.
Os contestantes não tendo a razão substantiva, adquirem-na porque os contestados não têm razão nenhuma.
Sobretudo, falta-lhes o peso da coerência que lhes conferiria autoridade!
E não a têm!...

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